Klose e Villa se enfrentam nesta quarta-feira por vaga na decisão (Foto: Montagem sobre foto da Reuters)
O técnico Joachim Löw escolheu o esquema 4-2-3-1 para fazer uma equipe veloz e segura na defesa. Além dos dois zagueiros ( Mertesacker e Friedrich) e dos laterais (Lahm pela direita e Boateng pela esquerda), dois volantes técnicos e bons na proteção, Khedira e Schweinsteiger, ajudam a compor o sistema defensivo e a boa qualidade na saída de bola. Um tridente ofensivo, formado por Özil, Podolski e Müller, tem a missão de alimentar o único atacante: Miroslav Klose. Ele já marcou quatro gols nesta Copa (tem 14 somadas todas as edições que disputou) e precisa de mais um para igualar Ronaldo como maior artilheiro da história dos Mundiais. Para enfrentar os espanhóis, o time alemão não contará com Müller, um dos destaques da campanha vitoriosa. O meia, suspenso pelo segundo cartão amarelo, deve ceder sua vaga para o brasileiro Cacau, que fará a mesma função.
O desenho tático do meio-campo espanhol não preza pela simetria. Na cabeça de área, Xabi Alonso atua um pouco mais à frente de Busquets. Na armação, Xavi joga mais centralizado, enquanto Iniesta se posiciona à direita, para compensar as descidas de David Villa no ataque pela esquerda. Mas tampouco guarda posição: é possível ver o número 6 recuando para iniciar a jogada ou se deslocando pela direita. Ou ambos. Nas laterais, Capdevila se preocupa mais com a defesa, enquanto Sergio Ramos é uma boa opção de ataque. O time tem mostrado dependência de Villa, que marcou cinco dos seis gols espanhóis e terá de mostrar, contra a Alemanha, mais uma vez sua capacidade de fugir da marcação.